Você já passou pela frustração de ter que instalar uma versão antiga do Python para manter um projeto legado e, logo em seguida, precisar da versão mais recente do Node.js para outro projeto, apenas para ver os pacotes do seu sistema entrarem em conflito?
A sua máquina local, que um dia foi limpa e sagrada, começa a virar o famoso cenário do “na minha máquina funciona”. Cheia de PPAs quebrados, gerenciadores de versão brigando entre si e lixo acumulado.
Neste post, vou te mostrar a solução definitiva para desenvolvedores e engenheiros DevOps: o Distrobox.
O que é o Distrobox?
Nós usamos Docker para isolar aplicações em produção. Mas e para o nosso ambiente de desenvolvimento diário?
O Distrobox usa o Podman ou o Docker que você já tem instalado para criar containers altamente integrados com o seu sistema atual. A grande diferença é que, no Distrobox, você “entra” no container e sente como se estivesse na sua máquina física. Suas configurações do bash/zsh, sua rede, seus arquivos da pasta Home, chaves SSH e até interface gráfica já estão lá dentro, prontos para uso.
Casos de Uso na Prática
- Evitar Conflitos: Precisa de um ambiente Ubuntu 20.04 purinho enquanto usa o Fedora Host? Basta criar um container, rodar
apt-gete instalar Terraform, Ansible, AWS CLI etc., sem sujar seu sistema base. - Ferramentas Específicas: Precisa de um pacote que só existe no Arch User Repository (AUR)? Crie um container Arch Linux com um comando.
- Apps Gráficos: Você pode rodar IDEs como VS Code, Lens ou navegadores de dentro do container e exportar o atalho diretamente para o menu iniciar do seu sistema físico!
Assista ao Vídeo Completo
Se você quiser ver o passo a passo na prática, dê uma olhada no vídeo completo que preparei sobre o assunto:
Download do Arquivo distrobox.ini
Para facilitar, disponibilizei o arquivo de configuração distrobox.ini que utilizo na aula. Você pode usá-lo como base para declarar seus containers e criar sua infraestrutura como código também na sua máquina local.
👉 Clique aqui para baixar o arquivo distrobox.ini
Gostou da dica? Deixe nos comentários deste post ou no vídeo como você organiza seus ambientes de desenvolvimento hoje!

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